19 de set de 2018

em cajazeiras
editora arribaçã,
de lenilson oliveira e linaldo guedes


Arribaçã: Uma nova editora surge no cenário literário

Arribaçã, também conhecida como avoante, é um termo usado no Nordeste para designar uma espécie de ave migratória, que aparece no sertão, no fim do inverno. Em enormes bandos procuram comida em lugares onde cresce capim com sementes. Arribaçã também é, agora, o nome da nova editora que surge na Paraíba, radicada no Alto Sertão, mais especificamente em Cajazeiras. Os jornalistas e poetas Lenilson Oliveira e Linaldo Guedes são os responsáveis pelo novo empreendimento editorial. O email para contato é arribacaeditora@gmail.com.

Segundo eles, a ideia é fazer uma parceria que seja realmente salutar para escritores e editora. "Acima de tudo com transparência e cumprimento dos acordos efetuados com os autores que queiram lançar obras pela Arribaçã", enfatizam.

A Editora Arribaçã terá um site (com alguns diferenciais) e perfis em redes sociais, além de ampla divulgação das obras a serem lançadas pela editora. "Aliás, já temos o primeiro livro, o primeiro filho, em andamento, que logo, logo, anunciaremos, mas que deverá ser lançado já no mês de outubro", revelaram, adiantando que além desse primeiro livro de um autor cajazeirense, a editora já foi contatada para editar livros de um autor de Sousa, outro de João Pessoa e uma autora de Mamanguape.

Segundo os editores, a Arribaçã está aberta a propostas de parcerias em todo o país, não só da Paraíba. "Por enquanto, podem fazer contato conosco inbox (no Facebook), telefone ou WhatsApp. Mas logo anunciaremos os canais de contatos oficiais da editora", adiantaram, explicando que os livros serão vendidos no site da Arribaçã e também em livrarias.

"Vamos trabalhar com livros literários, de contos, romances, novelas e poesia. Mas também vamos trabalhar com livros acadêmicos ou jornalísticos, biografias e memórias. O que queremos é abrir mais um canal de produção de livros na Paraíba, mas com o alcance para todas as regiões do país. Serão livros com a qualidade editorial de qualquer editora que esteja trabalhando no mercado brasileiro, sem dever a ninguém", observam.

A chegada da Arribaçã ao mercado editorial foi saudada por diversos escritores de todas as partes do país, como Maria Valéria Rezende, Tarcisio Pereira, Lau Siqueira, Hildeberto Barbosa Filho, Letícia Palmeira, Socorro Lira, Márcia Maia, Bruno Ribeiro, Tereza Andrade, entre outros. Alguns deles revelaram interesse em editar livros pela Arribaçã.

Linaldo Guedes é poeta e jornalista. Nasceu em Cajazeiras, alto sertão da Paraíba, em 1968, para onde retornou no final do ano passado, após 38 anos em João Pessoa. Como jornalista atuou em praticamente todos os órgãos de imprensa da Paraíba. Atualmente é repórter de Cultura do jornal A União. Como poeta, publicou os livros Os zumbis também escutam blues e outros poemas (1998), Intervalo Lírico (2005), Metáforas para um duelo no sertão (2012) e Tara e outros otimismos (2016). Lançou, ainda, Receitas de como se tornar um bom escritor (2015) e participou de antologias e livros de outros autores. Lançou este ano O Nirvana do Eu: Os diálogos entre a poesia de Augusto dos Anjos e a doutrina budista e Não temos wi-fi, em parceria com Lau Siqueira, Cyelle Carmem e Letícia Palmeira. É graduado em Letras e tem mestrado em Ciências da Religião.

Lenilson Oliveira, também cajazeirense e nascido em 1969, tem experiências nas áreas de comunicação e magistério, com passagens por escolas de ensino fundamental e médio. Ex-diretor administrativo da Rádio Oeste da Paraíba, ex-editor do Jornal CajáFolha, ex-colaborador de jornais e revistas locais e estaduais, diretor e editor da Revista Destaque e do site DestaquePB em Cajazeiras. Licenciado em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com Especialização em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela Faculdade São Francisco da Paraíba (FASP). Autor do livro de poesia Réquiem para uma flor (A União, 1991). É um dos idealizadores do Movimento Cultural Poesia no Coreto, que se reúne toda primeira quinta-feira do mês na Praça da Matriz, em Cajazeiras.




em brasília
história da arte,
por julia filardi



teoria e prática | aula aberta | gratuita | 20 de setembro, de 19h30 às 22h30  |
Artes e Atelier: SCM 714/15 - Asa Norte

Você já pensou em aprender história da arte de um modo dinâmico e divertido?

PINTURA + DESENHO + HISTÓRIA DA ARTE
Oficina com duração de três meses, na qual a história da arte será apresentada não apenas teoricamente. A proposta é partir do Impressionismo adentrando a arte contemporânea num mergulho pelos movimentos e suas mais diversas propostas para se pensar a arte colocando a mão na massa. Desse modo, vamos explorar técnicas de desenho e pintura tendo como pano de fundo os movimentos artísticos. O curso é destinado para leigos e também para quem ser se aprofundar no estudo das artes visuais.

Para mais informações:
(61) 98295-6808

Inscrições: (61) 9 8295-6808 (Julia) Whatsapp




em belo horizonte
entre o samba e o tango


21 de setembro, às 19h | Dance Gallery: Rua Irmão Gonçalves Xavier, 82 - São Pedro

O Museu Nacional da Poesia traz à luz da Primavera nos Museus a poesia em seu melhor traje, o livro, a antologia Entre o Samba e o Tango, uma homenagem aos 100 anos de dois nobres ritmos nascidos com a mesma força de pessoas que embora em lugares distintos buscavam a mesma liberdade de ser.




em são paulo
feira de livros burburinho literário
e oficinas para tradutores


22 de setembro, de 10h às 19h | Goethe-Institut: Rua Lisboa, 974 - Pinheiros

O Goethe-Institut de São Paulo e as Edições Jabuticaba celebrarão o Dia Internacional do Tradutor e da Tradutora com a Feira Burburinho Literário, uma feira de livros com diversas atividades para o mercado de tradução e espaço para articulação de trabalhos futuros. Além disso, muita comida e cerveja tipicamente alemãs.

Em nossa programação, além da exposição de livros das editoras participantes, haverá muitas atividades. Teremos oficina de tradução literária, encontro de tradutores organizado pela BARCAMP-SP, oficina de Ex-Libris ministrada pela artista plástica Bruna Kim e o ateliê HF gravuras, bate-papo sobre o mercado de tradução no Brasil e na Alemanha, roda de conversa para iniciantes sobre o mercado de tradução, Urban Scketchers-SP, performance, leitura de poesia e sarau e Mostra sonora de poesia falada.

Editoras participantes
Edições Jabuticaba
Banca Tatui
Estação Liberdade
Editora 34
Mundaréu
Carambaia
Nós
Balão Editorial
Hedra ( + Demonio Negro e Kalinka)
Todavia
Lunaparque
Relicário
Corsário Satã
Urutau
Chão de Feira
7 letras
Dublinense

Programação
10h às 19h: Feira de livros com a participação de editoras

10h às 12h: Encontro de Barcamp de tradutores: Tradução: indo além da literária. Uma visão geral e bate-papo sobre algumas das outras áreas da tradução, como tradução técnica, tradução audiovisual, tradução juramentada e interpretação.

12h às 13h: Leitura de poesia pelo Quem tem medo de Literatura Alemã?

12h às 14h: Oficina de Ex Libris com Bruna Kim e ateliê HF de gravura

13h às 15h: Workshop de tradução (inglês e alemão) com ponto virgulina blog de tradução. Pré-inscrições pelo e-mail: livrosjabuticaba@gmail.com

15h30 às 16h: Performance e leitura por Aurélie Maurin do Fundo Alemão do Tradutor - Berlim

16h às 17h: "Toledo on Tour 2018": Conversa sobre tradução no Brasil e na Alemanha

16 às 18h: Oficina de Ex Libris com Bruna Kim e ateliê HF de gravura

17h às 18h: Conversa entre o editor Cide Piquet (Ed. 34) e o tradutor Matheus Guménin sobre editar e iniciar uma tradução. Com mediação de Marcelo Lotufo da Ed. Jabuticaba

18h às 19h: Sarau mostra sonora de poesia falada com curadoria de Reuben da Rocha




no rio de janeiro
leituras imperdíveis,
com alexandre brandão







em niterói
fazer, modo infinitivo,
de elaine pauvolid


Elaine Pauvolid convida todos para a inauguração da sua exposição individual Fazer, modo Infinitivo, na Galeria de Arte UFF, dia 26/09/2018, às 19h. A exposição com início em 27/09, permanecerá até o dia 28/10/18, estando aberta para a visitação de segunda a sexta, de 10h às 22h, e aos sábados e domingos, de 13 às 22h. A entrada é franca.

Sobre a exposição
Em Fazer, modo infinitivo, sua segunda exposição solo, a poeta e artista visual Elaine Pauvolid apresenta uma série de doze pinturas em bastão oleoso sobre tela, bem como uma série de vídeos, através dos quais se pode acompanhar todo o processo de gestação das obras, praticamente transferindo o seu atelier para o espaço expositivo. Além dos vídeos como testemunhas do seu making of, ela reproduz sua mesa de trabalho, deixando claro que o objeto da sua proposta não é a simples exibição das telas mas a "exposição" do próprio fazer. Trata-se de reflexão em que o processo figura como obra e não apenas como meio para se chegar a ela. As pinturas apresentadas, abstratas e informais, são compostas exclusivamente de linhas. Sobre esta característica o artista e curador da mostra, Alex Hamburger, em seu texto de abertura, coloca: "as linhas convidam o espectador a perceber na obra mais do que certos detalhes da sua evolução formal, onde o fazer gestual acaba se sobrepondo a eventuais expectativas estetizantes". Como referências para os trabalhos pode-se citar a pintura performativa de Yves Klein, a action painting de Jackson Pollock, as pinturas de Elizabeth Jobim, a filosofia e a psicanálise. Numa tentativa de pensar esta série, realizada entre 2017 e 2018, a artista também recorreu à leitura do antropólogo Tim Ingold para o qual a obra de arte "não é um objeto, mas um agregado de fios vitais", o que faz todo sentido para ela, como se pode constatar com a mostra.




em porto alegre
com armas sonolentas,
de carola saavedra







em belém
no sonho não há sombra/
só claridade: oficina
com simone brantes