13 de ago de 2018

em salvador
trans formas são,
de alex simões


O poeta e performer Alex Simões abre a coleção contemporaneidades periféricas da Editora Organismo com o seu mais novo livro: trans formas são. A publicação conta com prefácio de Allan da Rosa e orelha de Ricardo Aleixo e projeto gráfico de Thais Geckseni. A coleção busca apresentar ao público aquelas textualidades que se inserem na semiose das produções de sujeitos, territórios e culturas subalternizados historicamente. A proposta busca visibilizar as diversas formas de inscrição do contemporâneo nos muitos territórios e formações discursivas que atravessam a contemporaneidade.

O livro conta com 38 poemas, distribuídos em três partes, que perguntam à poesia, às palavras, às pessoas, aos animais, às coisas e ao próprio poeta o que virão/viremos a ser. A obra também fala sobre distintas temporalidades convivendo, nem sempre pacificamente, aqui e agora. Para tanto, o poeta lança mão de diversos procedimentos estéticos, principalmente a apropriação, para deixar em suspenso o assombro de estar vivo, apesar da necropolítica, contra a qual se insurge pela poesia. É o que bate na memória de uma pele — neste caso, preta, gay, cis, entre outras circunstâncias — e que assombra pela beleza, pelo horror, pelo afeto, pelo susto mesmo.

Para Jorge Augusto, editor e idealizador da coleção, "os corpos, a tradição, o desejo, a literatura, estão em trans formas são, inscritos no movimento do tempo, no devir que faz das coisas e dos seres, contemporâneos". Esses deslocamentos nos poemas de Alex ocorrem sempre em multiplicidade, como apontou o poeta Ricardo Aleixo "nada nessa coleção de poemas aponta para a certeza [...] Essa como que aposta no múltiplo quem sabe para fazer com que se revele a figura fugidia do uno..." ou quem sabe para afirmar sua impossibilidade. O certo é que trans forma são, aponta caminhos para pensarmos esse movimento do ser no tempo, e a partir disso compreendermos o contemporâneo em sua multiplicidade.

O livro de Alex Simões será lançado dia 18 de agosto, na Casa Rosada, situada na Travessa dos Barris, 30 (antigo Quixabeira). O evento ocorrerá das 15h às 21h e terá ainda performance inédita com participação de André Oliveira e mais algumas surpresas. O livro custará 30 reais.

Alex Simões é poeta e performer. Publicou Quarenta e uns sonetos catados (Domínio Público, 2013), (hai)céufies (Esquizo Editora, 2014) e Contrassonetos catados & via vândala (Mondrongo, 2015).  Bloga em toobitornottoobit.blogspot.com.br.

Serviço
Data: 18/08/2018, das 15h às 21h.
Local: Casa Rosada (Travessa dos Barris, 30 - Barris)
Valor do livro: R$ 30,00
Contato: poetalexsimoes@gmail.com | tel: (71) 99395-0435




em florianópolis
tratamento da imagem,
de demétrio panarotto


"O que é uma imagem? Qual é o seu corpo? Como ela vive? Sobretudo, quem sabe: como ela nos afeta, individual e coletivamente? Demétrio Panarotto experimenta, neste conto, algumas linhas que tensionam perguntas como essas. Trata-se de literatura, ou seja, de um respiro, uma demora; mas, também, de uma contenda: privilegiando, justamente, o questionamento a respeito das imagens, a narrativa de Panarotto fornece algumas coordenadas que situam um estado da imaginação contemporânea, em busca não de consenso ou de conformidade, mas sim de uma margem de manobra para a vida". Artur de Vargas Giorgi.

O Selo Patifaria convida para o lançamento do livro Tratamento da Imagem, de Demétrio Panarotto. Uma publicação com tiragem de 111 livros feitos à mão, impressa pela Editora Caseira, projeto gráfico e ilustrações de Pati Peccin e prefácio de Artur de Vargas Giorgi.

Clique aqui e veja o teaser do livro.

Serviço
Sexta, 17 de agosto a partir das 19h
Desterrados — fotografia, literatura e arte
Rua Tiradentes, 204 - Centro




no rio de janeiro
revista palavbras andantes



13 de agosto, às 19h | Casa de Pedra 64: Rua Redentor, 64 - Ipanema

Lançamento do primeiro número da revista Palavbras Andantes, com uma antologia bilíngue da poesia brasileira contemporânea. O evento terá uma conversa com os editores Érica Casado, Pedro Rocha e Sergio Cohn e leitura dos poetas cariocas presentes na antologia (Guilherme Zarvos, Alberto Pucheu, Bruna Mitrano, Danielle Magalhães, Ana Paula Simonaci, Italo Diblasi). A revista Palavbras Andantes é uma publicação multinacional de poesia íbero-americana, com editores em 14 países.




contação de histórias:
contar com objetos,
com ilana pogrebinchi


Nos dias 18 e 19 de agosto, acontece no Espaço Cultural Lago de Histórias (R. Marechal Cantuária, 18, Sobrado – Urca), das 9h às 13h30, a Oficina Contar com Objetos, com Ilana Pogrebinschi.

O objetivo é trabalhar com contadores de história, atores, educadores, professores de todas as disciplinas e pessoas que desejam ampliar seus conhecimentos na arte de contar histórias.

Ilana abordará a relação do homem com os objetos e o gesto, o teatro de objetos, transformação dos objetos em personagens das histórias, manipulação durante as narrativas e observação do universo simbólico do material utilizado.

Mais informações e inscrições: ilanacontadora@gmail.com




em belo horizonte
tia geralda, a morte e o gato,
de rômulo garcias







em porto alegre
o silêncio das mangas
el silencio de los mangos,
de eliel brizolla


O livro de poesia bilíngue O silêncio das mangas, do gaúcho Eliel Brizolla, será lançado em Porto Alegre na próxima quarta-feira, 15 de agosto.

Trata-se de uma seleção de 65 poemas em português e em espanhol que recolhem as vivências de Brizolla em Porto Alegre, onde estudou na UFRGS, e em Caracas, na Venezuela, onde mora há 26 anos e hoje é professor universitário.

Eliel Brizolla é poeta, ator, diretor e produtor de teatro e circo.

O posfácio é de Ricardo Silvestrin.

Quando: 15 de agosto, quarta-feira, a partir das 19h
Onde: Pinacoteca Bar - Rua da República, 409 - Cidade Baixa
Quanto: o livro será vendido no local a R$ 38,00 (pagamento somente em dinheiro)
Contato: (53) 9956-1682




na chapada diamantina
fligê — festa literária de mugugê:
literatura e resistência:
a vida nos rastros da palavra


Mais informações: www.flige.com.br




em são paulo
acontece na
casa guilherme de almeida



10 de ago de 2018


em belo horizonte
agora vai ser assim,
de leonardo tonus







em curitiba
selfie,
de marcelo brum-lemos







em são paulo
lula livre | lula livro
org. ademir assunção & marcelino freire







no rio de janeiro
vivência literária:
laboratório de leitura e escrita,
com bráulio tavares


Organizador de obras sobre literatura fantástica, entre outras, o contista, poeta e pesquisador Bráulio Tavares estará no Instituto Estação das Letras, no dia 18 de agosto, para o Laboratório de Leitura e Escrita.

A proposta é refletir sobre o ato de escrever, particularmente, sobre prosa de ficção. Serão trabalhadas a teoria e o processo de criação, assim como a leitura de grandes nomes da literatura universal como ferramenta indispensável à escrita criativa.

As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail estacaodasletras@estacaodasletras.com.br. A aula acontece na Rua Marquês de Abrantes, 177, na sede do IEL, no Flamengo, dia 18/8, sábado, das 10h às 17h.

Os cursos do segundo semestre, com gancho em gêneros literários, formação e atualização em ferramentas para o mercado editorial, estão disponíveis em www.estacaodasletras.com.br. Informações: (21) 3237-3947.



nas livrarias
onde o deserto encontra o mar,
de denise medeiros


De doente terminal à autora de livros, Denise Medeiros conta como foi
possível contrariar as expectativas de pouco tempo de vida depois de um diagnóstico devastador

Terapia de ressincronização cardíaca reverteu os sintomas
e devolveu qualidade de vida à autora. 

Quem conversa hoje com a astróloga de 55 anos Denise Medeiros, vivendo a expectativa de lançar um livro, não imagina que ela esteve à beira da morte em 2011. Na verdade, quando começou a escrevê-lo nem sabia se conseguiria terminá-lo: o diagnóstico de Miocardiopatia Dilatada [doença progressiva do músculo cardíaco, agravada por um bloqueio total pelo ramo esquerdo] trouxe, na época, a sentença de três meses de vida e muito medo. Mesmo sem cura, depois de quatro cirurgias e muitos processos, Denise vive agora sem os sintomas.

Onde o deserto encontra o mar (Autografia) é o registro diário, contado em detalhes, de quem perdeu a saúde e passou a conviver com a antinaturalidade do estar doente. Denise precisou se reencontrar neste caminho, desde a descoberta da doença até o resultado, passando pela experiência de quase morte, e assumindo a montanha russa de sentimentos que tomaram conta dela: da revolta pelo diagnóstico à aceitação e decisão de lutar pela vida.

A história real e transformadora de Denise é uma injeção de coragem e faz pensar sobre o quanto o ser humano é capaz de superar desafios, ainda que derradeiros. O importante, no caso de Denise, foi buscar fazer dar certo, aliada ao tratamento adequado e ao acesso a médicos, enfermeiros e outros profissionais determinantes para a guinada na sua condição.

"Não é fácil, nem imediato, mas é preciso estar determinado ao sucesso, mesmo diante daquilo o que parece impossível. É aí que um novo universo vai se abrir. Meu envolvimento com esse livro é muito profundo, nasceu dentro de mim em um momento bem diferente do atual. Hoje, a emoção me inunda de tal forma que tenho certeza de que fiz a coisa certa", acredita Denise, alinhada à missão de dividir com pessoas que vivem uma situação difícil o relato de esperanças, vitórias e superação.

Em Onde o deserto encontra o mar, o leitor conhece as etapas diversas desse pedaço da vida da autora, incluindo, entre outros, a reação das pessoas e as decisões médicas, mas ela aponta, como uma das passagens principais, o estado de ânimo que se instalou nela como fundamental para mudar o destino, encontrar as pessoas certas e chegar a um resultado surpreendente. O livro mostra como Denise decidiu que o que chegasse primeiro, a morte ou a vida, a encontraria preparada. "A doença foi a minha melhor professora. Nesses sete anos vivi séculos, sou muito grata a ela".

Após ter o seu caso negado em diversos hospitais, foi no Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul que Denise encontrou parceiros na luta por recuperar a sua saúde. A primeira tentativa, um tratamento medicamentoso para insuficiência cardíaca, não foi conseguiu controlar a progressão da doença e dos seus sintomas. "Era necessário realizar um procedimento que fosse capaz de melhorar a qualidade e expectativa de vida da Denise. Para o seu caso, as possibilidades giravam em torno de um transplante cardíaco ou do implante de um marcapasso ressincronizador", relembra um dos cirurgiões cardíacos que acompanharam o caso, Dr. Roberto Sant'Anna.

Apesar de reverter completamente o quadro da insuficiência cardíaca, o transplante é um procedimento de alto risco que depende da doação de um órgão compatível. Por isso, a escolha dos médicos foi apostar no marcapasso ressincronizador, tecnologia que faz com que o coração funcione de forma sincrônica e assim recupere sua força de contração.

O implante de marcapasso é um procedimento pouco invasivo e pode ser realizado apenas com anestesia local e sedação.  A cardiologista que acompanha o caso de Denise, Dra. Imarilde Giusti, considera a intervenção um sucesso. "Ela teve uma resposta excelente à terapia de ressincronização cardíaca. Isso, em conjunto com o tratamento clínico, permitiu que a função cardíaca se recuperasse gradualmente. Hoje os sintomas da insuficiência cardíaca como falta de ar e fraqueza quase não estão mais presentes e a expectativa de vida da Denise é normal. Uma situação completamente diferente da que encontramos quando ela chegou até nós", diz a especialista.

De doente terminal à autora de livros, Denise Medeiros comemora as borboletas no estômago pela nova fase, sem descuidar do coração. E se prepara ainda para começar sua assessoria como coach de doentes terminais e em complemento ao trabalho que já realiza como astróloga. Sua ênfase é em autoconhecimento e desenvolvimento pessoal e ela quer repetir com outras pessoas o processo de ressignificação de uma doença, assim como ela fez consigo mesma. Para ela, neste processo está a chance de transformação de vida.

SERVIÇO
Onde o deserto encontra o mar | Editora: Autografia
Formato: 14 x 21 | Páginas: 76 | Preço: R$ 30,00
Book trailler para inspirar: https://youtu.be/IBV485BPgm8
Clique aqui para comprar. 

SOBRE A AUTORA
Denise Medeiros é gaúcha natural de Porto Alegre - RS, formada em Estatística e mãe de três filhos. Atua como astróloga realizando atendimento individual com foco em autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Hoje, sua missão de vida é ajudar pessoas num universo de infinitas possibilidades, segundo ela.

7 de ago de 2018


em belo horizonte
entre — uma casa que se torna:
concepção de dora bellavinha


ENTRE — uma casa que se torna estreou dia 4 de agosto no Memorial Minas Gerais Vale

A partir da obra da escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol, a casa-instalação conecta dança, teatro, música, literatura e artes visuais e propõe encontro com o público na apresentação do espetáculo-performance com 8 sessões pra 30 espectadores cada. ENTRE segue aberta para visitação até 16 de setembro, de terça a domingo, e tem entrada gratuita

Como recriar e ressignificar a experiência de leitura de uma obra literária? Esse questionamento foi um ponto de partida para a criação de ENTRE — uma casa que se torna, projeto idealizado pela artista e pesquisadora Dora Bellavinha. O trabalho expande a experiência de escrita da autora portuguesa Maria Gabriela Llansol desconstruindo e materializando sua obra numa casa-instalação, que abre suas portas para o público de 4 de agosto a 16 de setembro, no Memorial Minas Gerais Vale — museu que integra o Circuito Liberdade.

A casa, com cerca de 70m² e composta por paredes de tecido, plantas e objetos que remetem a um lar, assume um novo formato a cada semana de exposição. A instalação penetrável busca simultaneamente acolher e inquietar criando um lugar de refúgio e batalha em meio ao caos urbano. É nesse cenário que acontecem as apresentações do espetáculo-performance inédito, que dá nome ao projeto.

Com 8 sessões gratuitas, cada uma para 30 espectadores, o trabalho parte de diversos textos de Llansol, que são reinventados na cena física e sonora. O público é convidado a habitar essa casa viva com suas antigas moradoras que, desdobrando questões do universo da escrita da autora portuguesa, apresentam um lugar onde as convenções sociais são ressignificadas e cada corpo tem sua própria lei de evolução.

Em cena, as performers Dora Bellavinha, Helena Carneiro, Olívia Zisman e Sara Marchezini propõem um espaço de convivência em que o poder não pode imperar. Paisagem onde tempos, espaços, seres e sons se sobrepõem sem se oprimir e compõem uma ritualística do encontro, tanto entre humanos, como entre as inumanidades de que somos feitos. Ativando odores e sabores, elementos visuais, táteis e sonoros, instaura-se uma experiência na qual os visitantes partilham do convívio. Jogos de improviso e a relação efetiva entre artistas e público conduzem a experiência.

ENTRE é uma transcriação da figura da casa, que atravessa a obra literária de Llansol. Casa que é corpo e texto, sem interior ou exterior, em constante (des)construção. Um abrigo para rebeldes, refugiados, excluídos. Um território possível, em diálogo com questões políticas do nosso tempo e elaborado pelas potências femininas tanto da escritora como das artistas. O trabalho busca uma revolução por meio da forma, do efeito lúdico, de um olhar poético. A casa é um espaço de resistência que não quer assumir os moldes dos discursos de opressão vigentes.

Além do penetrável e do espetáculo-performance, que ocupam o espaço da Galeria 2 do Memorial Vale, a Galeria 1 também recebe um extensão da instalação, numa curadoria expográfica, com obras que dialogam com o trabalho da escritora portuguesa: Os desenhos e textos Alguns Manifestos para Gabriela, do artista português Pedro Proença; os bordados intitulados Entre nós, da artista mineira Theodora; o vídeo da intervenção ENTRE, realizada no Pajubar e registrada por Daniel Ferreira; além do curta-metragem Por onde se entre, da própria Dora Bellavinha. A temporada no Memorial Minas Gerais Vale é financiada via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Livraria Leitura.

Além disso, ENTRE — uma casa que se torna tem viagem prevista para Portugal em setembro, onde se apresentará na cidade de Sintra, cidade natal de Llansol. Em solo português, o trabalho foi convidado a participar do Festival Muscarium, organizado pela companhia portuguesa Teatromosca, sendo a primeira vez que um grupo do Brasil faz parte da programação oficial do festival.

HISTÓRICO DO PROJETO
ENTRE — uma casa que se torna se configura como um desdobramento da pesquisa de mestrado na Escola de Belas Artes da UFMG da artista Dora Bellavinha. Em dezembro de 2017, o projeto realizou uma mostra de processo no Centro de Referência da Juventude e se prepara agora para sua estreia no Memorial Minas Gerais Vale — no Circuito Liberdade. A proposta de acolhimento da casa quer alcançar indivíduos de todo estrato social e faixa etária. As ações das artistas são pautadas por elementos do teatro físico e textos de Llansol, adaptados à performance. Construídas a partir da teoria do movimento de Rudolf Laban; da experiência da dança do vazio do Butoh-Fu; das "ações físicas" do teatro ritual de Jerzy Grotowski; e pelo treinamento Rasaboxes, desenvolvido por Richard Schechner a partir das artes performáticas indianas; essas ações buscam recuperar a experiência do corpo primitivo, relacionada à comunicação pré-simbólica da criança e à fisicalidade da consciência indígena.

O trabalho se preocupa em desarmar uma perspectiva representacional da arte dramática/performativa, em prol de uma concepção do humano associado a princípios da natureza, ao corpo orgânico, e à criação como investigação espiritual. Além de ser uma proposição intermidiática com uma forma artística inovadora, o projeto também valoriza a obra da escritora Maria Gabriela Llansol, que vem ganhando espaço em diversos âmbitos artísticos no Brasil e a Europa, e é objeto de um estudo para novas práticas educacionais interdisciplinares para a educação básica e média.

foto ©joão abreu

SOBRE MARIA GABRIELA LLANSOL
Maria Gabriela Llansol nasceu em 1931, em Lisboa. Durante o exílio na Bélgica (1965- 1984), deu início a uma obra com mais de 26 livros, de gênero inclassificável, aos quais se seguem inúmeras publicações póstumas organizadas pelo Espaço Llansol, que mantém e disponibiliza o acervo de sua obra. Seu trabalho se destaca como a mais singular manifestação literária contemporânea da língua portuguesa, e tem sido traduzido ao redor do mundo para inglês, alemão, espanhol, francês e árabe. Seu reconhecimento se amplia de forma expressiva através de diversos congressos, encontros, colóquios e feiras literárias.

As obras de Maria Gabriela Llansol partem de uma perspectiva onde todos os seres, humanos e das diferentes espécies terrestres, se relacionam sem hierarquias de poder ou qualquer condição de servidão, afirmando um viés ecológico, de respeito à natureza e ao próximo. Seus textos negam as formas político-sociais corruptas que não contemplam as minorias ou os excluídos, e enfatiza a tolerância entre as diferentes formas de consciência, criando uma comunidade pautado no amor e no senso de responsabilidade mútua.

Seu texto não se restringe a um puro experimentalismo estético alheio à realidade – ele se move para os problemas do mundo em que vivemos. Esses valores parecem tocar questões essenciais, deturpadas pela efervescência, ao longo do globo, de políticas que ferem os direitos humanos. O projeto "ENTRE - uma casa que se torna" resgata todas essas questões de forma poética e inventiva, através da instalação e das ações performáticas.

SOBRE AS ARTISTAS
Isadora Bellavinha
Mestranda em Artes pela UFMG, Dora Bellavinha pesquisa a adaptação poética entre diferentes linguagens midiáticas como a escrita, o audiovisual, a performance cênica e sonora. Tem experiência em diferentes modalidades de dança, teatro e escrita criativa. Escreveu e dirigiu o espetáculo Antes que você parta pro teu baile, inspirado na obra da poeta Ana Cristina Cesar, em cartaz no Rio de Janeiro entre 2012 e 2015. Escreveu e dirigiu o curta-metragem Por onde se entra, exibido na Mostra Curta-Educação III, em 2013 e na revista eletrônica Editorial Garupa. Coreografou a obra Embora, de Isadhora Müller, no mesmo ano. Estreou os espetáculos Escombros da Babilônia e Babylon Cabaret, no Núcleo de Teatro do Espaço Comum Luiz Estrela, em 2017.

Helena Carneiro faz graduação em Teatro na Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG. Participou do grupo de dança "Dança Jovem", do coletivo “Movasse” e do grupo de dança "Quik Jovem", do projeto Quik Cidadania. Já Olivia Zisman é bacharel em Artes Cênicas – Habilitação em Direção Teatral pela UFRJ (2012). Trabalhou no ano de 2016 junto ao pesquisador Thomas Richards, no WORKCENTER OF JERZI GROTOWSKI AND THOMAS RICHARDS, em Pontedera (Itália). E Sara Marchezini faz graduação em Fisioterapia, no Instituto Metodista Izabela Hendrix. Formada em 2013 no curso técnico de dança do CEFAR – Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado, Palácio das Artes, atualmente integra o Camaleão Grupo de Dança.

FICHA TÉCNICA
Concepção e direção geral: Dora Bellavinha
Codireção: Olívia Zisman
Performance: Dora Bellavinha, Helena Carneiro, Olivia Zisman, Sara Marchezini
Trilha sonora original: Manuel Andrade
Cenografia: Marcelo X e Dora Bellavinha
Assistente de cenografia: Izabel Marques
Cenotécnica: Ian Moura Dolabella, Cláudio Góis e Chiclete.
Figurino: Estúdio Ovelha
Designer de luz: Pâmella Rosa
Operação de luz: Pâmella Rosa e Camila Botelho
Operação de som: Bruno Lelis e Manuel Andrade
Produção executiva: New View Entretenimento e Comunicação.
Produção geral: Bruno Lelis e Dora Bellavinha
Assessoria de imprensa: Bremmer Guimarães
Design gráfico e ilustrações: Drin Cortes
Registro videográfico: Daniel Ferreira
Captação de som: Daniel Ayer Quintela
Técnico de som: Vinícius Alves
Fotografia: Carlos Hauck, Luisa Ranieri e Paulo Abreu
Costura: Jussara Bellavinha e Neide

SERVIÇO
ENTRE — uma casa que se torna
De 4 de agosto a 16 de setembro, no Memorial Minas Gerais Vale
Exposição/casa-instalação aberta para visitas de terça a domingo, de acordo com o funcionamento do museu
Espetáculo-performance nos dias 4, 11, 18 e 25 de agosto (sábado), às 11h30
9, 16, 23 e 30 de agosto (quinta), às 20h30
Entrada gratuita, com contribuição voluntária

CONTATO PARA IMPRENSA
Bremmer Guimarães - (31) 99680-9421
Dora Bellavinha - (31) 98833-7420

MEMORIAL MINAS GERAIS VALE
Endereço: Praça da Liberdade, 640, esq. Gonçalves Dias
Horário de funcionamento: terças, quartas, sextas e sábados, das 10h às 17h30, com permanência até 18h. Quintas, das 10h às 21h30, com permanência até 22h. Domingos, das 10h às 15h30, com permanência até 16h.

ASSESSORIA DE IMPRENSA Memorial Vale
Letícia Bessa – 31 99793-2491 | imprensa@luzcomunicacao.com.br
Jozane Faleiro – 31 3567-6714 | 99204-6367 jozane@luzcomunicacao.com.br




honra ao mérito a maria mazarello:
mazza edições


A Câmara Municipal de BH, por meio do vereador Arnaldo Godoy, homenageia a editora Maria Mazarello, fundadora da Mazza Edições, referência internacional na publicação de obras que abordam os diversos aspectos da cultura afro-brasileira e que contribuam para o debate da diversidade sociocultural brasileira.

Maria Mazarello tem um percurso intelectual e humano marcado pelo envolvimento com as questões sociais, políticas e culturais brasileiras. A experiência acumulada como uma das fundadoras da Editora do Professor e da Editora Vega, nos anos 60 e 70, e, logo após, com o mestrado em Editoração realizado em Paris, consolidou-se na Mazza Edições.

São mais de três décadas divulgando novos olhares sobre Antropologia, Sociologia, História (publicações referentes às práticas do sagrado, aos movimentos sociais e à formação da historiografia brasileira), Educação (publicações sobre as relações entre escola e sociedade, material didático e paradidático), Literatura Brasileira (prosa e poesia contemporâneas), Literatura Infantil e Infantojuvenil (coleções interativas e paradidáticas, livros de imagens).

A Mazza Edições reflete em seu catálogo o empenho de escritores e leitores, que acreditam na construção de uma sociedade baseada na ética, na justiça e na liberdade, abordando a cultura afro-brasileira relacionada a um grande segmento das populações excluídas no Brasil.

Terça-feira, 7 de agosto de 2018, às 19h
Câmara Municipal de Belo Horizonte
Av. dos Andradas, 3100 – Santa Efigênia




no rio de janeiro
vernissage: cadu leal
[carlos eduardo leal]


Rapsody in Blues
Acrílica sobre Tela
Acrylic on Canvas
100 X 80
Cadu Leal | 2018

10 de agosto, às 16h | Hotel Sofitel de Ipanema: Av. Vieira Souto, 460
Curadoria: Lu Valença




em brasília
mar remoto,
de ana maria lopes








em salvador
a vozedita — saraus de poesia,
com iolanda costa e cia.


Largo do Pelourinho, 15 – Pelourinho

6 de ago de 2018


em belo horizonte
um livro por vir,
de edith derdyk e julia panadés


8 de agosto | 19 horas | Sesc Paladium




belo horizonte: o direito à cidade,
com conceição evaristo, cida falabela
e guto borges


08/08 | quarta-feira | 20h
Sound and Vision: Matheus Fleming - O Estado das Coisas

09/08 | quinta-feira | 19h
IDEA em Pauta Debate: Belo Horizonte - O direto à cidade

10/08 e 11/08 | sexta-feira e sábado | 20h
Teatro Pimenta é Refresco

10/08 | sexta-feira | 22h      
IDEA em Pauta: Luiz Gabriel Lopes, Luan Nobat e A Fase Rosa

(31) 3309 1518




agenda de agosto:
academia mineira de letras







em são paulo
os fios do anagrama,
de beatriz h. ramos amaral








afinal, o que querem as mulheres?:
antologia da rede de escritoras brasileiras –
rebra







o feminino infinito,
com heloísa paternostro, rosana banharoli,
adriana caló, mariana teixeira & cia.







a construção da 7ª arte:
cinema italiano em retrospectiva







no rio de janeiro
no instituto estação das letras:
lilian fontes & ramon nunes mello



Lilian Fontes e Ramon Nunes Mello falam de Romance e Poesia na
programação de agosto do Instituto Estação das Letras.

A Oficina de Romance da escritora Lilian Fontes propõe os caminhos que o gênero oferece e as principais dificuldades.  A escritora vai trabalhar ainda questões práticas, de acordo com as necessidades dos alunos.

O poeta Ramon Nunes Mello conduz um Laboratório de Poesia para exercitar o fazer poético por meio da leitura de clássicos e contemporâneos do gênero. Sem nenhum pré-requisito, o jornalista, poeta e escritor tem o propósito de trabalhar a imaginação e as possibilidades da linguagem.

As inscrições estão abertas pelo estacaodaletras@estacaodasletras.com.br. As aulas de Romance começam no dia 14/8 e vão até 04/12, sempre às terças, de 18h45 às 20h45. As aulas de Poesia começam dia 22/8 e seguem até 10/12, sempre às segundas, das 16h30 às 20h30.

Outras informações: (21) 3237-3947

O Instituto Estação das Letras fica na R. Marquês de Abrantes, 177 - Flamengo.