10 de out de 2016

em nossa sra. da glória, sergipe
argamassa do silêncio,
de ramon diego







em belo horizonte
peso,
por ricardo aleixo


Performance intermídia concebida e dirigida por Ricardo Aleixo, em colaboração com os participantes da residência Desvios para a dispersão: uma poética da performance, coordenada pelo poeta, artista visual/sonoro, performador e pesquisador mineiro desde o dia 8 de setembro. 

Quinta, 13 de outubro às 19h30
Local: foyer da Av. Augusto de Lima
Entrada franca e risonha




oficina: romance,
por cezar tridapalli



dias 27, 28 e 29 de outubro
na amadoria: rua capitão procópio, 18 - santa tereza
mais informações: clique aqui.




na web
concurso literário contos de
são marcos: 2ª edição


Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos ganha mais um prêmio
e convida escritores a participar da segunda edição do
Concurso Literário Contos de São João Marcos

O Parque Arqueológico e Ambiental de São de João Marcos, projeto idealizado pelo Instituto Light, patrocinado pela empresa e pela Secretaria de Estado de Cultura, com a gestão do Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV), conquistou o prêmio "Todos por um Brasil de Leitores", concedido pelo Ministério da Cultura. Os recursos permitem a segunda edição do Concurso Literário Contos de São João Marcos.

A fascinante história da cidade de São João Marcos é capaz de inspirar autores dos mais diversos gêneros literários, como ficou claro após o sucesso do 1º Concurso Literário Contos de São João Marcos, em 2014. Ainda este ano será realizada a segunda edição do concurso em que os participantes poderão novamente apresentar trabalhos ambientados em São João Marcos. O objetivo da iniciativa é incentivar a produção literária fluminense com a publicação de uma coletânea homônima de dez contos de ficção tendo a antiga cidade como cenário.

A inspiração pode vir de diversas passagens da história do local: desde o auge da cidade no Ciclo do Café, passando pelo seu bicentenário, tombamento, destombamento e demolição, até o resgate de sua rica memória com a criação do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos. Os contos podem ser escritos nos gêneros aventura, comédia, drama, ficção científica, mistério, policial, romance, suspense ou terror, com um mínimo de três e máximo de oito laudas.

As inscrições encerram-se em 23 de outubro de 2016. Para participar, basta ler o regulamento, preencher a ficha de inscrição e o termo de autorização para publicação, disponíveis no site: www.saojoaomarcos.com.br [aqui] ou na página do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos em www.facebook.com/ParqueSaoJoaoMarcos.

Para ler o regulamento, clique aqui.

Além da obra publicada, os autores premiados terão tarde de autógrafos no Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos para o lançamento do livro, certificado de premiação e exemplares da coletânea: 1º colocado (50 exemplares); 2° (30); 3° (20); 4° ao 10°(5).  No dia da festa de lançamento do livro no Parque, haverá uma feira literária onde será oferecido espaço para as revistas e outras publicações exibirem seus exemplares e fazerem promoções. Além disso, terá bate-papo com os autores e troca-troca de livros.

Sobre o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos
Um dos espaços culturais mais visitados do interior do estado do Rio de Janeiro, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, situado no município de Rio Claro, comemorou em junho de 2016 cinco anos de atividades que resgatam a memória da antiga cidade de São João Marcos, sua história e tradições culturais. Patrocinado pela Light, pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e gerido pelo Instituto Cultural Cidade Viva, o Parque promoveu, desde a sua inauguração em 2011, mais de 40 eventos culturais e contabilizou 50 mil visitantes, entre eles mais de 15 mil estudantes de escolas públicas, que visitaram o Parque dentro de um programa educativo estruturado.

O Parque já recebeu as seguintes premiações: "Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade", o mais importante prêmio nacional na área de proteção do patrimônio natural e arqueológico, concedido pelo Iphan/Minc, em 2011; "Prêmio Responsabilidade Histórica e Memória Empresarial", concedido pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), em 2012; "Prêmio de Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro", pelo júri popular, concedido pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, em 2014, além do "Prêmio Marketing Contemporâneo", na categoria Responsabilidade Social e Sustentabilidade, concedido pela Associação Brasileira de Marketing e Negócios (ABMN), em 2014.




em brasília
III bienal brasil do livro e da leitura
homenagens: boaventura de souza
santos e adélia prado


Estádio Mané Garrincha |  21 a 30 de outubro de 2016 | entrada franca

Maior evento literário da região central do Brasil anuncia seu conceito e alguns convidados

Homenagens ao grande cientista social português Boaventura de Sousa Santos e
à poeta brasileira Adélia Prado

Palestras, debates, seminários, lançamentos, espetáculos e shows

As questões mais latentes do debate contemporâneo serão contempladas na terceira edição da Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que acontece de 21 a 30 de outubro, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O deslocamento de populações e a tragédia dos refugiados, intolerância, afetividade, gênero, meio ambiente, vida urbana, as tecnologias digitais e vários outros assuntos serão tema de mesas de debate, seminários, palestras, lançamentos de livros, que contarão com a participação de 150 escritores nacionais e estrangeiros convidados.

Como tem sido uma marca do evento, a III Bienal Brasil do Livro e da Leitura terá dois homenageados. De um lado, o pensador português Boaventura de Sousa Santos, uma referência mundial no campo da ciência social, impulsionador e um dos maiores responsáveis pela criação do Fórum Social Mundial. E do Brasil, a grande poeta Adélia Prado e sua escrita feminina, pungente, que evoca o transcendente da vida cotidiana. Ambos estarão em Brasília e participarão de encontros com a plateia.

Com direção geral de Nilson Rodrigues e produção executiva de Eduardo Cabral, a Bienal promoverá atividades com cerca de 120 escritores convidados, 100 sessões de autógrafos e lançamentos de livros, 80 sessões de contação de histórias, 40 apresentações teatrais, além de 10 shows musicais de artistas nacionais e do Distrito Federal. Estão confirmadas presenças de autores como a mexicana Guadalupe Nettel, o inglês Theodore Dalrymple, a portuguesa Raquel Varela e o norte-americano Glenn Greenwald, dentre os estrangeiros, e os brasileiros Renato Janini, Leandro Karnal, Márcia Tiburi, Viviane Mosé e Fernando Moraes. Na curadoria, os escritores Hamilton Pereira, José Rezende e Nicolas Behr, a tradutora Lídia Luther e o diretor da Bienal, Nilson Rodrigues.

O evento que coloca a capital brasileira no mapa do ambiente literário internacional irá ocupar, em 2016, as instalações do Estádio Mané Garrincha, com acesso público e gratuito. Cerca de 170 expositores, desde pequenas livrarias até representantes das principais editoras do país, prometem oferecer um vasto panorama de títulos nacionais e estrangeiros, possibilitando a aquisição de livros a preços mais módicos do que os praticados no mercado. E espetáculos nas áreas de música, teatro, dança e contação de histórias oferecerão atividades para visitantes de todas as idades. Dentre os destaques, apresentações de peças protagonizadas por Jonas BlochO delírio do verbo, inspirado em poemas de Manoel de Barros —, Paulo Betti (com um monólogo autobiográfico) e Arnaldo Antunes, que prepara um espetáculo especialmente para a Bienal.

A Bienal é uma realização do Instituto Terceiro Setor (ITS) e conta com apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Distrito Federal, do Governo Federal e de empresas da iniciativa privada.

Homenageados

Boaventura de Sousa Santos
Para grande parte da intelectualidade, o mais importante pensador europeu da área de ciências sociais, Boaventura de Sousa Santos nasceu em 1940, em Coimbra, Portugal. Pensador de múltiplas identidades, professor universitário, cientista social, jurista, escritor, filósofo da ciência, ativista e poeta, Boaventura de Sousa Santos é autor de Direito dos Oprimidos, sua tese de mestrado, que se transformou num marco fundamental na sociologia do direito. Um dos principais impulsionadores do Fórum Social Mundial, defende a ideia de que os movimentos sociais e cívicos fortes são essenciais ao controle democrático da sociedade e ao estabelecimento de formas de democracia participativa.

O pensador tem íntima ligação com o Brasil. Viveu no País nos anos 1970, quando recolheu material para sua tese de mestrado em favelas do Rio de Janeiro, e constantemente visita Porto Alegre, para estudar o orçamento participativo. Um dos fundadores da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Boaventura fez investigações também em Cabo Verde, Macau, Moçambique, África do Sul, Colômbia, Bolívia, Equador e Índia.

Boaventura de Sousa Santos é professor catedrático jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e tem trabalhos publicados sobre globalização, sociologia do direito, epistemologia, democracia e direitos humanos. Sua obra já foi traduzida para o espanhol, italiano, inglês, francês, alemão e chinês. Doutor em Sociologia do Direito pela Universidade de Yale, atualmente pesquisa sobre a reinvenção da emancipação social. Para ele, há uma enorme dissociação entre a experiência e a expectativa. Cada vez há experiências mais avançadas nas áreas de democracia participativa, produção alternativa e multiculturalismo, mas, segundo o cientista, os indivíduos desistiram de associar experiência a mudança social. Seus escritos dedicam-se ao desenvolvimento de uma Sociologia das Emergências, na qual se procura valorizar as variadas gamas de experiências humanas, contrapondo-se a uma "Sociologia das Ausências", responsável pelo desperdício da experiência — como exposto em seus livros Renovar a Teoria Crítica e Reinventar a Emancipação Social.

Dirige, atualmente, o projeto de investigação ALICE — Espelhos estranhos, lições imprevistas: definindo para a Europa um novo modo de partilhar as experiências do mundo, financiado pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC), um dos mais prestigiados e competitivos financiamentos internacionais para a investigação científica de excelência em espaço europeu. O projeto ALICE visa repensar e renovar o conhecimento científico-social à luz das Epistemologias do Sul, propostas por Boaventura, com o objetivo de desenvolver novos paradigmas teóricos e políticos de transformação social. Uma das suas preocupações é aproximar a Ciência do senso comum, visando ampliar o acesso ao conhecimento.

Também é poeta, autor do livro Escrita INKZ: Anti-Manifesto para uma Arte Incapaz.

Adélia Prado
Poeta, professora, filósofa, contista, Adélia Prado é uma unanimidade nacional. Com sua poesia que fala do detalhe ínfimo, dos pequenos gestos, dos mínimos (e dos grandes) desejos inconfessos, dos sentimentos repetitivos, de cotidianos simples, ela dá voz a uma metafísica do universo doméstico. Costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura. Adélia é intelectual, mãe, dona-de-casa, esposa de José Assunção de Freitas (funcionário do Banco do Brasil) e moradora, desde o nascimento, da pequena cidade de Divinópolis, no interior de Minas Gerais. É de lá que a poeta extrai a seiva de sua poesia, num voo solitário, que arranca do anonimato personagens do interior do país e dá voz a sentimentos íntimos femininos, expressos num tom inovador, que valoriza a mulher e a fé católica. Deus está presente em toda sua escrita: "Descobri que a experiência poética é sempre religiosa, quer nasça do impacto da leitura de um texto sagrado, de um olhar amoroso sobre você ou de observar formigas trabalhando", afirma.

Nascida em 1935, Adélia Prado nunca quis abandonar sua rotina de moradora da pequena Divinópolis. Na cidade, ela exerceu o magistério durante 24 anos, até que o trabalho como escritora tornou-se sua atividade principal.

Adélia Prado escreveu seus primeiros versos em 1950, depois da morte da mãe. Mas até sua escrita se tornar conhecida muita vida correu: Adélia se casou, teve cinco filhos e ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis. Só em 1973, ela decidiu enviar seus poemas para o poeta e crítico literário Affonso Romano de Sant'Anna, que os remeteu à apreciação de Carlos Drummond de Andrade. Depois da recomendação de publicação da poesia de Adélia feita pelo poeta mineiro à editora Imago, nascia, em 1975, Bagagem, primeiro livro da poeta. Pouco tempo depois, em 1978, viria O coração disparado, agraciado com o Prêmio Jabuti. Em 1976, a estreia na prosa com Soltem os cachorros. E Adélia não parou mais.

Hoje, tem obras lançadas em poesia, prosa, antologias, adaptações para o balé, para o teatro, traduzidas para o inglês, espanhol, italiano. Seu trabalho tornou-se grande sucesso teatral com o monólogo Dona Doida, interpretado por Fernanda Montenegro, em 1987. Também ganhou a cena com Dona da Casa, a adaptação que José Rubens Siqueira fez, em 2000, para Manuscritos de Felipa, lançado em 1999.

Ficha Técnica
Nilson Rodrigues- Diretor Geral
Eduardo Cabral - Produtor Executivo
Pedro Ortale – Coordenação geral
Henrique Cabral - Coordenador de produção
Suzzy Souza – Coordenadora administrativa e de relações institucionais
Pablo Duque e Lídia Luther - Coordenadores de programação
Marcelo Moita - Projeto Arquitetônico
Objeto Sim - Assessoria de Imprensa
XYZ Produções - Criação de Identidade Visual
Dulcineia Miranda - Secretaria

Serviço
Data: 21 a 30 de outubro de 2016
Local: Estádio Mané Garricha
Entrada franca
Mais informações: www.bienalbrasildolivro.com.br | www.facebook.com/bienalbrasildolivrobrasilia