9 de mar de 2015

no rio de janeiro
o cronista graciliano ramos
no rio de janeiro


 Exposição inédita sobre Graciliano Ramos reabre o espaço cultural Arte Sesc, no Flamengo


A exposição inédita O Cronista Graciliano no Rio de Janeiro revela momentos marcantes do escritor na cidade, onde escreveu clássicos da literatura, como Memórias do Cárcere e Vidas Secas. A mostra gratuita estreia no  dia 9 de março em homenagem aos 450 anos da cidade e marca a reabertura do espaço cultural Arte Sesc.

O alagoano Graciliano Ramos escolheu o Rio para morar e na cidade produziu grande parte de sua obra literária, que virou tema da exposição inédita O Cronista Graciliano no Rio de Janeiro. Aos 450 anos, a cidade é homenageada com a vasta mostra sobre a carreira do escritor na exposição que será inaugurada no dia 9/03 (segunda-feira), às 19 h. A data também marca a reabertura do Arte Sesc, espaço cultural sediado no imponente casarão construído em 1912, no Flamengo, que passa a oferecer uma farta programação artística à cidade. Na abertura, haverá o lançamento do livro Conversas, que inspirou a exposição e que apresenta toda a trajetória intelectual de Graciliano. Neste dia, além da presença do neto do cronista, os autores do livro, Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla participam de uma conversa com o público. Falam sobre a obra de Graciliano e revelam detalhes da produção do escritor.

A exposição marca a primeira etapa de uma série de realizações culturais no Arte Sesc. Como a próxima ocupação, O Rio de Janeiro de João, Mário e Rubem, sobre a obra de Rubem Braga, Mário Lago e João Antônio. "Estamos reabrindo o casarão para torná-lo um importante equipamento cultural da cidade. Um espaço de debate e circulação de ideias que representam o Rio. A programação tem como norte a cultura, a arte, a memória e a educação, com oficinas e atividades de formação", explica Maria Gouvêa, gerente de cultura do Sesc.

Com fundamental simbolismo literário no aniversário da cidade, a mostra gratuita de Graciliano reúne um vasto acervo do cronista no Rio, em uma exposição que mapeia toda a produção literária realizada em dois momentos: nos anos de 1914 e 1915, período em que Graciliano chega à cidade, então capital do país, onde trabalha como revisor no jornal Correio da Manhã e escreve o enredo do livro Angústia. E entre 1936 e 1953, um momento crucial da história brasileira. Neste período, Graciliano se consagra com as obras Memórias do Cárcere — escrita quando esteve detido no presídio da Ilha Grande —, Vidas Secas e Infância

Os 450 anos do Rio de Janeiro proporcionam excelente oportunidade para um reencontro com o cronista que tão bem compreendeu as contradições da cidade, retratando-a para além das aparências e clichês — avalia Selma Caetano, curadora da exposição.

Com um riquíssimo acervo de fotos, periódicos, documentos, vídeos e uma ambientação do local de trabalho do escritor, a mostra é um passeio histórico por momentos determinantes da cidade. Muitos deles relembrados em um inédito e emocionante vídeo com depoimento de Luiza Ramos, filha de Graciliano. Dentre os documentos, o manuscrito da carta que Graciliano escreveu a Getúlio Vargas após sua saída da prisão em Ilha Grande, em 1937. No acervo, também encontramos relíquias, como os manuscritos de Infância e sete peças audiovisuais, dentre elas um vídeo cronológico que revela os momentos mais marcantes de Graciliano no Rio e a grande amizade entre o escritor e Cândido Portinari, o primeiro pintor brasileiro de maior projeção internacional.
           
Pelos corredores e galerias de suntuosos pés-direitos com tetos revestidos de afrescos, o casarão abriga sensíveis objetos e reproduções da vida e produção do cronista. Com realização do Sesc, curadoria de Selma Caetano, pesquisa de Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla, a exposição alia história e tecnologia. Em uma grande tela touch screen, o público pode escolher dentre 20 vídeos com depoimentos de personalidades sobre o cronista, como Alcides Villaça, Antônio Carlos Secchin, Luiz Costa Lima, Luiz Ruffato, Luiza Ramos Amado, Marçal Aquino, Nuno Ramos e Silviano Santiago, entre outros.
           
Com horário de visitação às terças, das 10 h às 19 h, quarta a sexta, das 10 h às 18 h e sábados e domingos, das 10 h às 17 h, a exposição oferece ao público um espaço de leitura com todos os livros de Graciliano, além de peças que denotam toda a sensibilidade do autor, como na frase "A palavra não foi feita para enfeitar" ou na peça em que ele fala sobre o "passageiro pingente". Ao se referir às pessoas que andavam "penduradas" nos bondes, o autor as descreve: "Está claro que nenhum passageiro dos bancos deseja ser pingente e que todos os pingentes gostariam de sentar-se. Sucede, porém, que o pingente se acostuma a andar pendurado e, no fim da viagem, se deixa ficar onde está, ainda que haja lugares no carro. Subir para logo depois descer – que maçada! Não vale a pena. Continua como está, pingente. Adquiriu alma de pingente". (Os passageiros pingentes, Linhas tortas, 21ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2005)


Serviço

Exposição O Cronista Graciliano no Rio de Janeiro
Arte Sesc
Endereço: Rua Marquês de Abrantes, 99 - Flamengo
Tels.: (21) 3138-1582 | 3138-1634
Data: 09/03 a 19/04
Horário: terças, das 10 h às 19 h, quartas, quintas e sextas, das 10 h às 18 h, sábados e domingos, das 10 h
às 17 h.
Preço: gratuito
Classificação: livre





em belo horizonte
eu é outr@[s]: mazzilli
curadoria susan o. campo








oficina de literatura,
no letras e ponto,
com dagmar braga





Venha participar de encontros semanais, marcados pela leitura e degustação conjunta de textos literários, pelo incentivo à apreciação estética e ao compartilhamento de experiências e informações, visando estimular a curiosidade, a sensibilidade, o potencial de comunicação e a criatividade. Na busca dos elementos para a construção de um novo texto — a partir da memória, da imaginação, da observação da realidade e da intertextualidade — promovemos sistematicamente, em nossas oficinas, um trabalho de leitura, desconstrução, estímulo à criação, revisão crítica e reescrita. Ludicamente, enquanto escreve, reescreve, troca impressões sobre os textos produzidos, parafraseia, inventa, explora o cotidiano ou solta a imaginação, cada participante é estimulado a encontrar e aprimorar sua própria voz. Confira o calendário. Reserve sua vaga.

Dagmar Braga é idealizadora do espaço cultural Letras e Ponto e trabalha com oficinas de escrita criativa há cerca de 30 anos. Em 2009, foi finalista do Prêmio Jabuti (Geometria da Paixão, poesia). Tem textos publicados em várias antologias, revistas, jornais e sites voltados para a Literatura.  Organizou as antologias Noites de Terça, em 2008, e Oficina da Palavra, em 2011, com trabalhos desenvolvidos nas Oficinas de Literatura do Letras e Ponto.

OFICINA DE LITERATURA
12 encontros às quartas-feiras – das 19h30 às 21h30

março    -  18, 25
abril       -  01, 08, 15, 22, 29
maio      -  06, 13, 20, 27
junho     -  03, 08

Vagas limitadas: máximo de 15 (quinze) participantes por turma; mínimo de 05 (cinco).
[Participe gratuitamente de um encontro, em caráter experimental. É só agendar.]

Preços e formas de pagamento
R$780,00 (setecentos e oitenta reais) à vista, ou 4 parcelas de R$210,00, sendo a primeira acrescida de R$20,00 (taxa de material) no ato da inscrição e, as seguintes, vencíveis em  05/04, 05/05 e 05/06/2015.

Preço especial para estudantes de Ensino Fundamental, Médio e Superior: R$440,00 (quatrocentos e quarenta reais), em 4 parcelas de R$110,00, sendo a primeira acrescida de R$20,00 (taxa de material) no ato da inscrição, e as seguintes vencíveis em 05/04, 05/05 e 05/06/2015.

As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 09/03, de segunda a sexta, no turno da tarde (entre 15 h e 19 h).

Reserva de vaga: oficina@letraseponto.com.br

O Letras e Ponto oferece bolsas de estudo parciais ou integrais, para professores da rede pública do ensino médio e para estudantes de baixa renda (ensino médio ou superior).





os olhos cegos dos cavalos loucos,
de ignácio de loyola brandão
na academia mineira de letras














em são paulo
aulas de desenho com
felipe stefani


 ©Felipe Stefani


O poeta e artista plástico Felipe Stefani dá aulas de desenho livre para crianças e adultos, na cidade de São Paulo. São aulas de duas horas, uma vez por semana, na casa do aluno ou em seu ateliê, onde uma série de exercícios são realizados, ao longo do tempo, para o desenvolvimento de uma percepção profunda sobre o ato de desenhar, que engloba a observação do mundo, a conscientização de todo o gestual, bem como da movimentação do corpo no momento do traço, dos diferentes suportes e dimensões possíveis. Principalmente, a busca da liberdade e o desprendimento das amarras que inibem o traço e a criatividade, a consciência e importância do acaso no desenvolvimento do desenho. Informações detalhadas aqui: http://desenholivreaulas.blogspot.com.br. Desenhos de Felipe Stefani aqui: https://fstefani.see.me.





em vitória
debate-papo com
eduardo lacerda




Debate-papo com o editor da Patuá (SP), produtor cultural e poeta Eduardo Lacerda

Data: 11 de março de 2015 | 19 h
Local: Biblioteca Pública do Espírito Santo
Moderador: Saulo Ribeiro

Com a participação de autores capixabas que estão lançando livro pela Patuá:
Waldo Motta – Terra sem mal
Izabela Orlandi – Vão dos bichos
Jorge Elias Neto – Glacial

Eduardo Lacerda é poeta, produtor cultural e editor. Trabalhou como produtor cultural na Casa das Rosas — Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura e no Programa São Paulo: um Estado de Leitores, além de realizar a produção de saraus, eventos, lançamentos e recitais. Coeditou a Revista Metamorfose e O Casulo —Jornal de Literatura Contemporânea. É editor, desde 2011, da Patuá, editora independente, que já publicou 240 escritores de todo o país. Como poeta, lançou em 2012 o livro Outro dia de folia, premiado pelo ProAC - Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo.

Saulo Ribeiro é escritor e editor da Editora Cousa.





em goiânia
josé j. veiga, o grande contista do brasil,
por gilberto mendonça teles




O presidente do Instituto Histórico Geográfico de Goiás, escritor Geraldo Coelho Vaz, convida os associados, escritores, professores e ativistas culturais para a palestra José J. Veiga o grande contista do Brasil, que será proferida pelo ex-presidente e sócio benemérito do IHGG, Prof. Dr. Gilberto Mendonça Teles.

Data: 09 de março de 2015
Horário: 14h
Local: Auditório Augusto da Paixão Fleury | Rua 82, nº 455, Setor Sul