12 de ago de 2016

em são paulo
a poesia sou eu:
luis augusto cassas




A VIDA TORNADA VERSO: UM LIVRO ABERTO

O poeta Luis Augusto Cassas, 63, lança a sua Poesia Reunida, reunindo 20 livros de sua jornada lírica, na Casa das Rosas, Av. Paulista, 37, dia 17 de agosto, entre 18h30 às 21h30.  A noite de autógrafos ocorre durante leitura de poemas por poetas, artistas e amigos.

Editado pela Imago, em dois grossos volumes encadernados, A Poesia sou Eu, exibe desde a estreia de República dos Becos, em 1981, que lhe deu consagração nacional, passando por títulos conhecidos como  Ópera Barroca: Guia Erótico-Poético & Serpentário Lírico da Cidade de São Luis do Maranhão, A Mulher que Matou Ana Paula Usher, até três livros inéditos mais recentes. Em quase 1400 páginas, traz ainda vasta fortuna crítica sobre o autor, natural de São Luis do Maranhão, usina de poesia de nomes como Gonçalves Dias, Sousândrade e Ferreira Gullar.

A poesia de Cassas habita a convivência entre o popular e o esotérico, o místico e o mítico, o social e o existencial, o cósmico e o sentido da vida, navegando entre cartas de tarôs e iniciações barrocas. Pródiga em códigos, propõe uma espécie de síntese cosmogônica de tudo. É atravessada por dramática compreensão do universo, incorporando o niilismo e o satori, cuja assinatura, portando exacerbada sede de eternidade e ânsia de infinito, revela nuanças cabalísticas, impressionistas, realistas, dadaístas, surrealistas. Cultor do verso bíblico e do verso curto. 

Seu melhor retrato é pintado pelo poeta, crítico e tradutor Marco Lucchesi, no pórtico da Poesia Reunida. Eis alguns trechos do ensaio de Marco Lucchesi sobre Cassas:

"Vejo a obra reunida de Luís Augusto Cassas. E me espanto com a população que habita seus livros. Uma demografia incomum. Toda ecumênica. Cheia de beleza. E frescor. Mais de uma praia. E mais de uma cidade. O mundo e a redescoberta de sua grande poesia. Uma das mais belas que se escreve hoje no Brasil. E das que mais me comove".

"Algo de Apollinaire. Algo de Blaise Cendrars. Mas tocado pelo tempo atual. E com uma síntese toda sua, uma linguagem toda sua e um acento inconfundível".

"A poesia de Cassas nasceu como Minerva da cabeça de Júpiter. Grego equinocial. Cidadão do mundo. Amante do corpo e do intelecto".

"Para Cassas, o universo é uma teia de correspondências, em que as pedras e as estrelas se comunicam sob os céus do Maranhão ou de qualquer parte do Globo. Como se buscasse a espiral de Deus. O nautilus invisível."

"E Cassas é este sobrevivente pós-moderno de Babel, o DJ de Deus, o trapezista luminoso de um circo de palavras, perdido entre alturas e adesões. O universo é como um iPod. E Cassas busca o modo de fazer o download de alguns resíduos de Deus que vagam no ciberespaço. Além da pedra. Do sonho. E da estrela. E o livro do mundo precisa ser lido. Tudo aquilo que diz sem dizer. O espaço entre as palavras. O branco da página".

"Temos o poeta da cabala do visível, que sai do papel e vai para a vida — nunca saiu da vida este poeta nietzschiano, atrevido, apaixonado às últimas consequências".

"Um permanente j´accuse como um profeta do antigo testamento no seio da modernidade. O drama da figura do Pai e da piedade do Filho. Uma telemaquia de Cassas à procura de Ulisses. A espera do Pai. E do futuro. E do filho pródigo. E a volta. A transfiguração materna em ampliados afrescos. Dvořák e o banquete de cordeiros físicos e metafóricos. O Alfa e o Ômega de uma dor íntima. Ao cabo, o encontro com Hölderlin, atingindo o ápex de uma vida dedicada de todo à poesia. Alta voltagem de mistérios e revelações".

"Ele preferiu a escola do abismo. Mais que a de Telêmaco. De quem aprende com as impurezas do Hades. E ao voltar, como Orfeu, buscou Eurídice por todos os quadrantes. Mas seus olhos tinham fogo. Sua boca havia sido marcada pela sarça ardente da poesia. Era demasiado tarde para uma crítica da forma pura. E toda uma língua forte — cheia de frescor — com uma férrea vontade de levar a termo uma nova razão de estado da língua de seu país, em que tudo aparece deslocado e destramado. Sua poesia não tem compromissos. E é livre e compartilha um ecumenismo raro na literatura brasileira. E aqui não falo apenas de uma compreensão mística, mas de uma variedade poética e vocabular cheias de eletricidade. Poeta que canta as belezas do mundo. E suas partes trágicas. Mas com um sorriso de fundo permanente".

"A Obra Reunida aqui está. Cassas tem agora a imagem do próprio rosto. O itinerarium mentis. As confissões deste Augustinho pós-moderno, maranhense e brasileiro", concluiu Marco Lucchesi.

A POESIA SOU EU
A Poesia Reunida de Luís Augusto Cassas

2 volumes encadernados de formato 16 x 23 cm

Volume 1 — 696 páginas
ISBN: 978-85-312-1093-8

Volume 2 — 672 páginas
ISBN: 978-85-312-1094-5

Preço: R$ 75,00 cada volume

IMAGO EDITORA




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em belo horizonte
oficina intensiva: a literatura e a
condição humana, por matheus arcaro

Sinopse
Sábado, 17 de setembro
O que é a literatura? Ela é, de algum modo, útil?
Para Antonio Candido, a literatura tem que ser vista como um direito básico do ser humano. Isso porque ela é a própria humanização do homem, já que é um exercício de reflexão, cultivo das emoções, penetração nos problemas da vida, percepção do belo. Candido diz que a literatura é um bem incompressível, ou seja,essencial para os homens, assim como a comida e a vestimenta. Então, quais são as especificidades da literatura? No primeiro dia de oficina, trataremos da literatura de modo geral, mais abrangente e conceitual, viajando por seus gêneros: poesia, conto, novela e romance. Além disso, traçaremos um paralelo entre Literatura e Filosofia.
E proporemos a produção de um poema.

Domingo, 18 de setembro
O conto é uma das maneiras mais antigas de se contar uma história.
Julio Cortazar faz uma analogia interessante entre boxe e literatura: "No conto, o autor vence o leitor por nocaute, enquanto no romance, vence por pontos". Como "derrubar" o leitor, então? Nesse encontro discutiremos os vários aspectos do conto e, além da teoria, partiremos para a prática, com a produção de um conto, a partir do tema proposto.

Matheus Arcaro nasceu em 1984, em Ribeirão Preto, onde vive atualmente. Graduado em Comunicação Social e também em Filosofia. Pós-graduado em História da Arte. Atua como professor de Filosofia e Sociologia, artista plástico e palestrante. Desde 2006, tem artigos, crônicas, contos e poemas publicados em veículos regionais e nacionais. Seu livro de contos Violeta velha e outras flores, publicado em 2014 pela Patuá, vem recebendo ótima crítica em âmbito nacional. Seu romance O lado imóvel do tempo também saiu pela Patuá em abril de 2016. Seu site: www.matheusarcaro.art.br.

OFICINA INTENSIVA: A LITERATURA E A CONDIÇÃO HUMANA
Dias 17 (sábado) e 18 (domingo) de  setembro (10 horas de atividade)
Das 10 às 12 horas, com recesso para o almoço.
Das 14 às 17 horas

Reserve sua vaga: oficina@letraseponto.com.br.
Sua inscrição será formalizada no primeiro dia de Oficina.
 
Preço e condições de pagamento:
R$730,00 (setecentos e trinta reais) à vista ou 2 pagamentos de R$375,00 (trezentos e setenta e cinco reais), sendo o primeiro feito no ato da inscrição e o segundo, com cheque pré-datado para 05 de outubro.




exposição poético fotográfica,
glória
[centenário de glória salgado]






minha vida em contos,
de marcelo henrique valle







em santo andré, sp
sarau: outras vozes em voz alta,
por plinio camillo







em curitiba
bistrô de la poésie: homenagem:
rollo de resende, com stella maris possetti
de resende, bárbara lia, jane bodnar,
bruno marafigo & jandira zanchi