28 de jun de 2016

em paraty
armadilha para ana cristina
e outros textos sobre poesia
contemporânea, de sérgio alcides


Armadilha para Ana Cristina e outros textos sobre poesia contemporânea é um livro de ensaios, artigos e resenhas acerca de alguns dos nomes mais destacados da poesia brasileira dos anos 1970 para cá. O carro-chefe é um provocativo balanço da recepção crítica da obra de Ana Cristina Cesar, dentro e fora da academia.
Na sequência, o autor aborda uma série de títulos fundamentais de Sebastião Uchoa Leite, Francisco Alvim e Armando Freitas Filho. Um ensaio mais extenso interroga as relações entre a poesia e a pintura, a partir de poemas de Donizete Galvão, recentemente falecido e ainda pouco estudado.

Mais pioneiros ainda são os textos seguintes, que foram os primeiros a ser escritos sobre poetas bem mais recentes, como Ronald Polito, Pádua Fernandes e Diniz Gonçalves Júnior, nos quais o crítico se arrisca a lidar com a imediatez da cena poética. Esse "olho crítico" (na expressão do autor) evita o discurso acadêmico e prefere dirigir-se aos leitores de poesia em geral, não a especialistas.




picareta cultural 2016
+ haicai combat


SOBRAS COMPLETAS, de Jovino Machado, no sarau mais tradicional da Festa Literária de Paraty.
HABEMUS PICARETA!

Poesia, música e cachaça. É isso que o povo ama, é isso que o povo quer. A Picareta Cultural chega chegando em mais uma edição especial da OFF Flip.

Um dos saraus mais tradicionais da Festa Literária de Paraty, com 9 anos de (r)existência e lirismo aos vivos.

Tem Balalaica, Chacal, Mano Melo, Jovino Machado, Allan Jonnes. Tem Matheus José Mineiro, Vera K., Diego Moraes, Dimitri BR, Felipe Arco, Allan Dias Castro, Domingos Oliveira, Marcos Bassini e Yassu Noguchi. Tem Emerson Alcalde, Rafa Carvalho, Walacy Neto, Marcio Junqueira, Flávio de Araújo, Rafael Sallati, Eduardo Lacerda, Gringo Carioca, eu e você (você e eu).

Tem amor e pomba gira. Tem contato imediato de terceiro grau e pirofagia. Tem gente de todo canto. Tem mais uma edição imperdível do Haicai Combat. Tem até o que Deus duvida. Resumindo: é o melhor que nós temos.

Programe-se! Sábado, 2 de julho, às 20h, atrás da Igreja da Matriz (em caso de chuva, o evento será realizado no Paço Municipal, ao lado da Igreja do Rosário).




em curitiba
[convergências]
a poesia visual de tchello d'barros





no rio de janeiro
a casa e o mundo lá fora — cartas de paulo freire
para nathercinha, de natercia lacerda
ilustrações de bruna assis brasil


 
Paulo Freire e a arqueologia da ternura
Livro resgata cartas inéditas do autor de Pedagogia do Oprimido,
enquanto desenha memórias dos anos de chumbo pelo olhar singelo de uma menina

LANÇAMENTO NO DIA 02 DE JULHO, SÁBADO, NO INSTITUTO PRÓ-SABER, NO RIO, DAS 16 ÀS 19H
Na ocasião, a autora e as pesquisadoras receberão convidados para conversas e leitura das cartas

Outono de 1967. Paulo Freire, o mais reconhecido educador do país, está exilado com sua família no Chile. Entre afazeres intelectuais, projetos e viagens, permite-se uma brecha para registrar um tipo inusitado de alegria: a descoberta da neve. Como uma criança, descreve os flocos brancos a lhe restituírem a curiosidade e a surpresa. "A neve caindo parecia poeira no céu. E eu me senti menino de novo". Sua interlocutora — a destinatária que, no outro lado do continente, leria essa mensagem, alguns dias depois — nunca havia visto um inverno rigoroso. Pudera: na época, não tinha mais do que 9 anos. Era, nas palavras do próprio Freire, sua amiga "mais moça".

Entre 1967 e 1969, o pedagogo trocou correspondência com Nathercia Lacerda, a Nathercinha, sua prima de segundo grau. Décadas depois, A casa e o mundo lá fora — Cartas de Paulo Freire para Nathercinha resgata não apenas o teor dessas missivas, como também elabora uma tocante viagem pela genealogia da família e pelas memórias de uma infância marcada pela ternura.

Árduo defensor do conhecimento como arma para a autonomia, Freire elaborou seu diálogo com Nathercinha baseado no zelo, na ternura e nas saudades do lar. Busca lhe atiçar a curiosidade ao descrever as belezas e problemas de um país estrangeiro. Ao mesmo tempo, aconselha: que a menina nunca perca a graça da infância. "Vocês vão ver que a gente nunca para de estudar. Há sempre muita coisa para a gente aprender, mas a vida não pode ser só estudo. A gente também precisa brincar. Até quando a gente já está grande, como mamãe, papai, como eu que já estou ficando de barba branca, a gente precisa brincar", recomenda, numa das cartas.

Por tudo isso, A casa e o mundo lá fora – Cartas de Paulo Freire para Nathercinha é, antes de mais nada, uma declaração de amor e de respeito ao poder da infância. Foi construído como uma espécie de mapa do tesouro, cheio de pistas sobre as direções que levam às saborosas sensações da meninice. Além das cartas de Paulo Freire — preservadas na caligrafia original, inclusive —, o livro reúne fotografias de família, relatos e lembranças, num caprichado projeto gráfico, de ares retrô. E também uma carta de Madalena Freire, filha de Paulo Freire e também educadora. Narra a efervescência da casa da família, na Urca. E mostra como os anos de chumbo, com toda a sua opressão e obscurantismo, foram vistos pelo olhar inocente de uma menina.

Baseado em cuidadoso trabalho de pesquisa e erigido com delicadeza contundente, A casa e o mundo lá fora – Cartas de Paulo Freire para Nathercinha dá notícias de um tempo em que as relações afetivas se preservavam e cresciam na cadência acolhedora do papel — ou do jardim de casa. Uma época repleta de contradições, mas, também, de adoráveis surpresas. Como a sensação da neve caindo sobre os ombros. Como o envelope recém-chegado na caixa do correio.         
 
TRECHO

Santiago está uma beleza nesta época, somente que muito quente. E como já estou acostumado com o frio do inverno, sinto muito calor.

Hoje é sábado. Um dia lindo de primavera. Um céu azul. Tudo claro, com um sol mansinho, que quase deixa a gente olhar pra êle. A cidade está ficando cheia de flores, de tôdas as côres. O jardim de nossa casa azul está com a grama toda verdinha. As roseiras começam a abrir suas rosas. A gente olha pras roseiras e parecem gente rindo. Meninos rindo, com a pureza do riso das crianças. Se os homens grandes, as pessoas grandes pudessem ou quisessem rir como as roseiras, como as crianças, não lhe parece que o mundo seria uma coisa linda? Mas eu acredito que um dia, com o esfôrço do próprio homem, o mundo, a vida vão deixar que as pessoas grandes possam rir como as crianças. Mais ainda — e isto é muito importante — vão deixar que tôdas as crianças possam rir. Porque hoje não são tôdas as que podem rir. Rir não é só abrir ou entreabrir os lábios e mostrar os dentes. É expressar uma alegria de viver, uma vontade de fazer coisas, de trasnsformar o mundo, de amar o mundo e os homens, sòmente como se pode amar a Deus.

Hoje é sábado, uma beleza de dia. Deixei por um momento o estudo de um livro novo que estou escrevendo, para conversar um pouquinho com você, minha amiga mais môça.

Paulo Freire, em carta de outubro de 1967.

AS AUTORAS
Nathercia Lacerda estudou psicologia e arte-educação. Tem se dedicado à infância, trabalhando com brinquedos, brincadeiras, literatura, artes plásticas, teatro. Hoje faz parte da equipe do Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância/PUC-Rio.

Ilustradora, Bruna Assis Brasil é formada em jornalismo e design gráfico. Hoje, é pós-graduada em ilustração criativa pela Escola de Disseny i Art de Barcelona e tem dezenas de livros publicados. Em 2012, recebeu o prêmio 30 Melhores Livros Infantis do Ano, da revista Crescer. Em 2013, foi indicada ao Prêmio Jabuti, na categoria Ilustração. Em 2015, ilustrou o livro vencedor do Prêmio Açorianos de Literatura, na categoria "Melhor Livro Infantil". Conheça outros trabalhos da ilustradora no seu site www.brunaassisbrasil.com.br.

AS PESQUISADORAS
Cristina Laclette Porto estudou história, educação e psicologia. Atua com Denise Gusmão na formação de professores de educação infantil no Pró-Saber e na PUC-Rio, discutindo, principalmente, os seguintes temas: brincadeira, brinquedo, brinquedoteca, infância, memória, fotografia, metodologia de pesquisa e cultura contemporânea. Convive com Nathercia no Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância/PUC-Rio.

Denise Sampaio Gusmão estudou psicologia e educação. Tem grande interesse na interface entre psicologia, educação e cultura assim como em pesquisas envolvendo o tema da memória social e coletiva.  Trabalha com Cristina Laclette Porto na formação de professores no Pró-Saber e na PUC-Rio, onde os temas da narrativa, experiência, fotografia, memória e delicadeza se entrelaçam.

Título: A casa e o mundo lá fora – Cartas de Paulo Freire para Nathercinha
Escritora: Nathercia Lacerda
Ilustradora: Bruna Assis Brasil
Pesquisadoras: Cristina Laclette Porto e Denise Sampaio Gusmão
Público-alvo: a partir de 8 anos
Páginas: 88
ISBN: 978-85-7933-099-5
Preço: R$47,90
Dimensões: 18x23cm

SERVIÇO LANÇAMENTO
Data: dia 02 de julho, sábado
Horário: das 16 às 19h
Local: Instituto Pró-Saber
End.: Largo dos Leões, 70 – Humaitá, Rio de Janeiro
Tel.: (21) 2266-7440 | 2537-6778

Assessoria de imprensa:
Nanda Dias e Nani Santoro
nandadias15@uol.com.br – (21) 2490-5354 | 99764-0655
nanisantoro@uol.com.br – (21) 3324-5200 | 99855-1939




em são paulo
o mar e o búzio,
de bruno palma







em viçosa
o poema como ofício,
palestra de ronaldo werneck
na feira do livro de viçosa


 
Ronaldo Werneck participa das comemorações do Centenário do Colégio Nossa Senhora do Carmo como convidado especial das Irmãs Carmelitas, com lançamento de o mar de outrora & poemas de agora na Feira do Livro, acompanhado da projeção de seu filme o mar-em-mim.  Na sequência, faz uma palestra intitulada "O poema como ofício".

O Jornal-Revista Tá na Cara, em sua edição nº 125, de maio último, dedicou toda a sua edição ao evento dos 100 anos de atividades do Colégio Carmo, em Viçosa. A intensa programação de festividades começou no dia 06 de junho e vai até o dia 06 de junho de 2017. Todo um ano de centenárias e merecidas comemorações.



em varginha
alçapão,
de andré ladeia








fliv
2ª. feira literária de varginha